Quantos dias precisarão se passar? Quanto tempo demora pra isso passar? Pergunto-me se já me esqueceu Um pedaço de mim que um dia se perdeu Tive este sonho tantas vezes Lembranças que me ferem Lágrimas que caem Entender esta dor eles não são capazes E não há como voltar atrás Céu de vidro A chuva cai e despedaça Perfurando minha pele Céu de vidro, é frio Tirou de mim o que já foi meu O dia amanhece e não vejo O sino toca leve como um beijo Paz e descanso, lhe desejo Tudo fica cinza, não há verde no vilarejo Um abraço me acolhe, me socorre Soluços entre desespero e desgraça O que fazer quando o coração apodrece E de repente morre? A oração acabou E a ficha acaba de cair Rimas não cabem mais aqui Não há mais Sol, tampouco sombras Com este escrito, eu luto Contra meu próprio luto Preciso aguentar, navegar No barco de caco de vidro Nas lágrimas que fizeram este mar Céu de vidro A chuva cai e despedaça Perfurando minha pele Céu de vidro, é frio Tirou...
Se os meus olhos fechar Você estará lá Se os seus olhos fechar Eu estarei lá O seu Sol, o seu Luar É lá que vou morar Vê, sinta e compreenda Meu amor não precisa pedir Por encomenda O seu céu, o seu mar É lá que vou morar Sintonia, não se vá, nunca, jamais Preciso de alguém Pra me desconsertar Se você me abraçar Jura não me soltar? Se um dia eu voar Gostaria de me acompanhar? O seu céu, o seu mar É lá que vou morar Sintonia, não se vá, nunca, jamais Preciso de alguém Pra me desconsertar Assim vou me consertar Você vai me desconsertar? Você vai me consertar? Permita-me morar no seu mar? Permita-me ser seu par?