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O INÍCIO E A CANÇÃO DO MARGINAL

Oi! Tudo bem? Aqui é a Mand!
Sou uma menina de dezessete anos e desde sempre sou apaixonada por poesia, comecei a escrever quando eu tinha dez anos, lá em 2012, desde então fui aprimorando, estudando, adaptando ao meu próprio estilo; Apesar de gostar do que escrevia, porém, nunca mostrei, muito menos recitei para alguém.
Chegou um dia em que tive a oportunidade de me inscrever em um Sarau de Poesia no colégio onde estudo, fiquei receosa, mas me inscrevi. O evento tinha um tema relacionado ao mundo em que vivemos, o que me agradou muito, já que esse é um dos temas eu sempre gosto de abordar em meus escritos. Pensei bastante, até que lembrei do poema "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias, que exaltava as terras brasileiras, surgiu disso, então, a minha crítica "Canção do Marginal".

Na minha terra tem palmeiras 
Onde canta o sabiá 
As aves que aqui gorjeiam 
Não gorjeiam como lá 
Não permita Deus que eu morra 
Sem que eu volte para lá 

Não permita Deus que meu povo morra 
Calado, sem voz, sem paz
Sem menos, nem mais 
Sem que viver seja capaz 
Isso dói demais 

Na minha terra 
Eu sinto na pele 
Que a minha pele 
Não é pele 
Porque pra outra pele
É coisa de bicho, é animal
Eu sinto na pele 
Que a minha pele 
Não é pele 
Porque pra outra pele
É coisa de bicho, é marginal 

O mundo cor de rosa 
Não vê a realidade da roça 
O mundo bonito 
Não vê o poder maldito 
Maldito seja o “que seja”! 
Tanto faz o que se faz com eles 
São insignificantes, são vira latas 

Nosso povo é vira lata 
Nosso povo é filho de dor 
Mal se escuta o tal canto do sabiá 
Que terra é esta de tanto se admirar? 
Nosso povo é gente 
E a gente quer ver gente
Ser reconhecido como gente 
A gente não quer arma 
A gente quer amar 
A gente não quer medo 
A gente quer sossego 
A gente quer sentir na pele 
Que a nossa pele 
É pele 

Na minha terra tem morros 
Onde cantam os marginais 
Os homens que aqui matam 
Não matam como lá 
Eu não sou bicho, eu não sou marginal

("Canção do Marginal", Amanda Priscila)


Escrevi-a em vinte e sete de Maio de 2019, o Sarau, quando eu a recitei, foi no dia doze de Junho de 2019. 



Após o grande dia, recebi muito apoio de colegas, amigos e professores, sugerindo que eu tivesse mais coragem em expor meus escritos. Então, criei o Blog, para expor minha arte e deixar registrado para quem quiser ler. 
Espero que gostem, se identifiquem e amem ainda mais o mundo das estrofes e versos. 

Com amor, Poetisa. ♥

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