Quantos dias precisarão se passar?
Quanto tempo demora pra isso passar?
Pergunto-me se já me esqueceu
Um pedaço de mim que um dia se perdeu
Tive este sonho tantas vezes
Lembranças que me ferem
Lágrimas que caem
Entender esta dor eles não são capazes
E não há como voltar atrás
Céu de vidro
A chuva cai e despedaça
Perfurando minha pele
Céu de vidro, é frio
Tirou de mim o que já foi meu
O dia amanhece e não vejo
O sino toca leve como um beijo
Paz e descanso, lhe desejo
Tudo fica cinza, não há verde no vilarejo
Um abraço me acolhe, me socorre
Soluços entre desespero e desgraça
O que fazer quando o coração apodrece
E de repente morre?
A oração acabou
E a ficha acaba de cair
Rimas não cabem mais aqui
Não há mais Sol, tampouco sombras
Com este escrito, eu luto
Contra meu próprio luto
Preciso aguentar, navegar
No barco de caco de vidro
Nas lágrimas que fizeram este mar
Céu de vidro
A chuva cai e despedaça
Perfurando minha pele
Céu de vidro, é frio
Tirou de mim o que já foi meu
Quanto tempo demora pra isso passar?
Pergunto-me se já me esqueceu
Um pedaço de mim que um dia se perdeu
Tive este sonho tantas vezes
Lembranças que me ferem
Lágrimas que caem
Entender esta dor eles não são capazes
E não há como voltar atrás
Céu de vidro
A chuva cai e despedaça
Perfurando minha pele
Céu de vidro, é frio
Tirou de mim o que já foi meu
O dia amanhece e não vejo
O sino toca leve como um beijo
Paz e descanso, lhe desejo
Tudo fica cinza, não há verde no vilarejo
Um abraço me acolhe, me socorre
Soluços entre desespero e desgraça
O que fazer quando o coração apodrece
E de repente morre?
A oração acabou
E a ficha acaba de cair
Rimas não cabem mais aqui
Não há mais Sol, tampouco sombras
Com este escrito, eu luto
Contra meu próprio luto
Preciso aguentar, navegar
No barco de caco de vidro
Nas lágrimas que fizeram este mar
Céu de vidro
A chuva cai e despedaça
Perfurando minha pele
Céu de vidro, é frio
Tirou de mim o que já foi meu
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